quarta-feira, 7 de julho de 2010

Na segunda maior cidade Acriana três pessoas foram assassinadas em um período de apenas 4 dias.

 Autoridades policiais de Cruzeiro do Sul estão preocupadas com o alto índice de violência registrado nos últimos dias. Na segunda maior cidade acreana, três pessoas foram assassinadas em um período de apenas 4 dias. A última vítima foi um homem de 38 anos de idade que foi morto a golpe de faca na tarde desta segunda-feira (05). O crime aconteceu próximo ao Batalhão da Polícia Militar.
Orleir Rodrigues, 38, participava de uma bebedeira na casa de um colega e após um desentendimento foi atingido com uma faca sobre o peito esquerdo. Testemunhas afirmaram que Orleir teria ofendido com palavras o amigo, de nome Jairo, filho da dona da casa, que não gostou das ofensas e foi buscar uma faca para tirar a vida do companheiro de copo. A facada perfurou o coração da vitima que morreu de forma instantânea.

Antes de atingir o colega, Jairo ainda tentou contra a vida de sua própria mãe que se atreveu em tentar impedir o crime. Ele chegou a jogar a faca para acertar o abdômen da mulher que se esquivou e por pouco não foi atingida.

Familiares afirmaram que, logo em seguida ao homicídio, o assassino deixou o local em disparada e não deu tempo para ser capturado pela polícia que em questões de minutos chegou para atender a ocorrência já que o Batalhão da PM fica a menos de 500 metros da casa onde o crime aconteceu. Ao deixar o local, Jairo ainda teria afirmado que seu desejo era de ir para o presídio.

O histórico de violência do homicida faz a polícia acreditar que se trata de uma pessoa bastante perigosa. Segundo informações levantadas no ceio da família e entre os vizinhos, Jairo já teria tentado contra a vida de várias pessoas da sua própria família. Inclusive já havia atingido a facadas seus três irmãos.

Outros dois homicídios que aconteceram na Vila São Pedro também estão sendo investigados pela polícia que evidencia esforços na tentativa de prender o acusado. José Barbosa da Cruz é apontado como responsável pela morte de Maria das Graças Menezes da Silva, 33, assassinada a golpes de facão na noite de quinta-feira (01) e ainda pelo assassinato de Francisco Cleodomar Tertuliano da Silva, 31, que também foi executado com cortes de terçado no último sábado à noite. 
 
 
 
Centenas de moradores da Vila São Pedro bloquearam nesta segunda-feira (05) a Rodovia AC 405, estrada de acesso entre os municípios de Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, em protesto a falta de segurança pública. A população exige a presença efetiva da polícia para reduzir o alto índice de ocorrências na vila. A manifestação foi provocada por vários crimes acontecidos no local e veio à tona após dois homicídios ocorridos na última semana.

Centenas de moradores da Vila São Pedro bloquearam nesta segunda-feira (05) a Rodovia AC 405, estrada de acesso entre os municípios de Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, em protesto a falta de segurança pública. A população exige a presença efetiva da polícia para reduzir o alto índice de ocorrências na vila. A manifestação foi provocada por vários crimes acontecidos no local e veio à tona após dois homicídios ocorridos na última semana.

A morte da dona de casa Maria das Graças Henrique de Menezes, de 32 anos de idade, assassinada na última quinta-feira (1) e o homicídio de Francisco Cleodomar Tertuliano da Silva, ocorrido na noite de sábado (3), serviram como estopim para uma manifestação realizada nesta segunda-feira pelos moradores da Vila São Pedro. O casal foi vitima de um mesmo homem que por ciúmes matou a mulher e executou o rapaz que teria presenciado o crime.

Aterrorizados com a brutalidade dos dois homicídios, os moradores de São Pedro decidiram clamar por mais atenção por parte da Secretaria de Segurança Pública e decidiram interditar o tráfego na estrada. A manifestação teve início ás 4 da madrugada. A população revoltada colocou galhos e fez uma fogueira no meio da via para impedir a passagem de carros. Com cartazes, crianças, mulheres, homens, jovens, adultos e idosos, fizeram um barreira humana e não deixavam ninguém furar o bloqueio.

A mobilização popular já havia sido anunciada antes mesmo dos dois assassinatos que deixaram a população em estado de pânico. “Já havíamos comunicado às autoridades que iríamos nos manifestar se não fossem tomadas providências para diminuir a violência aqui na Vila São Pedro. Mas, ninguém resolveu nada. Agora foi preciso acontecer duas mortes para se preocuparem” – alertou o subprefeito da Vilar Aldemir Leite.

A Polícia Militar já fazia rondas periódicas na Vila, mas os moradores alegam que não eram suficientes para conter a ação dos marginais. Todos os dias, a população de São Pedro presenciava vários tipos de crimes, principalmente, de assaltos, roubos e tentativas de homicídio. “As rondas não resolvem o problema. A polícia só passa por aqui e quando vai embora os marginais continuam aterrorizando. Existe tráfico de drogas e muita bebedeira” – revela o subprefeito.

Agentes da Polícia Civil e homens da Polícia Militar foram ao local para garantir a tranqüilidade durante o manifesto da população. Durante a tarde os comandantes da PM no Juruá, coronel Nascimento e Coronel Aires, mais o delegado que coordena as ações da Polícia Civil na Região, Elton Futigami, realizaram uma reunião com as lideranças da comunidade e chegaram a um entendimento. Logo após a reunião, às 15 horas, a multidão deixou o local e o tráfego na rodovia foi liberado.

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