sábado, 9 de outubro de 2010

O presidente da OAB Florindo Poersch cometeu dois imaturos erros no processo eleitoral de 2010, com consequências desastrosas para a sua imagem, que findou atingindo, lamentavelmente, também, a boa fama que desfruta a instituição que ele representa.
O primeiro erro: andar pra cima e pra baixo com Tião Viana, candidato do PT a governador do Acre, como se fosse um vassalo do poder.
O segundo erro: tomar partido na briga entre Demóstenes Nascimento e João Correia, em favor de Demóstenes Nascimento.
Em relação ao primeiro erro: isso é um indigno atentado a independência política da OAB e as nossas tradições históricas, uma afronta a consciência jurídica da classe dos advogados.
Em relação ao segundo erro: foi em decorrência do primeiro, já que ele está subordinado ao Senador Tião Viana. O presidente da OAB, numa situação como esta, deveria ficar equidistante das partes agindo como um estadista, um defensor da boa convivência democrática, um promotor do aperfeiçoamento institucional.
Se a primeira gestão de Florindo Poerch a frente da OAB trouxe saborosos frutos para a advocacia, a segunda tem sido para nós um motivo de vergonha. Diante desses fatos omitir minha opinião consistiria em trair meu dever profissional.

Do blog do Sanderson Moura 

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