quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Denúncia anônima revela condições sub-humanas do presídio em Cruzeiro do Sul



Com base em informações de fontes sigilosas nossa equipe de reportagem teve acesso as fotografias do interior de antiga colônia penal Guimarães Lima na qual revela as péssimas condições de trabalho dos agentes penitenciários. O prédio da penal Guimarães Lima, mais conhecido como pavilhão “A” comporta em média 150 presos considerados menos perigosos. O pavilhão “A” foi alvo de muitas fugas ao longo de 2010 devido à estrutura física que atualmente se encontra em condições impróprias para o trabalho e para os detentos, segundo informações repassadas a nossa reportagem.
Segundo a denúncia a superlotação é um dos principais problema enfrentado pelos presos, principalmente nas celas 12;13; e 14. Nas celas citadas os presos dormem amontoados, pois não existe espaço no interior das celas. As fotos dão a impressão de presídios de grandes cidades.
A estrutura do prédio em geral está comprometida. Celas deterioradas, teto de madeira que não oferece segurança, celas sem banheiros, lugar inadequado e inseguro para o banho de sol, pode ser cenas que se reumem o pavilhão “ A” do presídio.
A denúncia dá conta de que durante o dia apenas quatro agentes penitenciários trabalham no local para fazer a segurança de mais de 150 presos. Em alguns casos, apenas dois agentes tiram plantão no presídio. Com  dois agentes de plantão, eles ainda tem que fazer escoltas para o presídio central, que fica ao lado do pavilhão “A”
Somado a isso, os agentes são proibidos de usar armas no presídio. No período noturno os agentes ficam entregues a própria sorte, sem ter nenhuma arma para se defender. A polícia Militar, por falta de efetivo fica impossibilitada de fazer a segurança dos prédios ( Manoel Nery da Silva e Guimarães Lima).
O aumento do tráfico de drogas foi um dos assuntos citados na denúncia. De acordo com o texto, o tráfico aumentou devido a portaria baixada pelo diretor, onde permite que os familiares dos presos levem até R$ 50,00 reais  por semana. Além disso, os detentos de tem direito a receber feira com mais de 15 itens.
De acordo com informações, não existe autorização para a comercialização dentro da unidade penitenciária.
Fica  a pergunta no ar: se o estado oferece alimentação diariamente, material de limpeza e higiene, segurança e outras regalias, então porque permitir a entrada de dinheiro no presídio?. Nesse caso existe até mesmo ambigüidade, pois não pode comercializar, então pra que ter dinheiro?.

Assista a matéria completa que foi ao ar no Jornal Juruá Notícias

Ainda sobre a excelente  matéria do portal www.juruaonline.com , gostaria de dizer que se alguns invertimentos foram feitos no sistema penitenciário do Acre , não foi feito  nos presídios do interior, a reclamação relacionada a essa questão vem de varias parte do estado onde tem presidio. 
A outra questão e que talvez o governo não tenha consciência do tamanho do perigo que é deixar quatro agentes penitenciários cuidando de 150 presos, que tal medida vai de encontro com a politica nacional e internacional de direitos humanos. E um total desrespeito com o servidor  publico e o governo em vez de fazer a prevenção, apenas contribui para o aumento do risco de vida, e da saúde do trabalhador devido as péssimas condições das instalações que o sistema penitenciário oferece. Aqui em Rio Branco por exemplo as condições  de trabalho para policiais militares que tiram serviço na penal e a mesma, e ninguém faz nada. O líder do governo proteu uma reunião com a comissão de Direitos Humanos, e representantes do sistema, para ver essas questões que até hoje devido aos feriados de fim ano talvez não aconteceu, mais ano que vem irei até assembleia cobrar o prometido pelo nobre deputado Moisés Diniz  - PC do B, líder do governo naquela casa.

Nenhum comentário: