quarta-feira, 23 de março de 2011

Defensores públicos de Cruzeiro do Sul denunciam péssimas condições de trabalho

- Estamos sobrecarregados de trabalho. Atualmente existem dois defensores para atender 180 mil pessoas nos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter – disse o defensor Alberto Augusto.

Ainda segundo apurou o deputado Rocha, pelos cadastramentos da Defensoria, a instituição atende até a população do Estado do Amazonas. O parlamentar tucano ficou espantado com a carga de trabalho imposta aos advogados e a pouca estrutura oferecida pelo sistema.

- Aqui seriam necessários pelo menos oito defensores. Existem apenas dois, mas existem 06 Delegados entre civis e federais, 06 juízes, 06 promotores, ou seja, toda uma estrutura de condenação, de investigação, mas quase nenhuma para a população que precisa de defesa – frisa o deputado Rocha.
Sem poder tirar férias e com a aposentadoria programada do defensor Alberto Augusto, a Defensoria de Cruzeiro do Sul está com dias contados para suspender o atendimento.

- Vamos levar essa reivindicação e pedir ao governo que faça prevalecer o direito da população menos favorecida, que não tem condições de pagar um advogado, ser atendida de forma digna e com qualidade – acrescentou o deputado.

É grande dentro e fora do prédio da Defensoria, o número de pessoas para serem atendidas, algumas, cansadas de esperar, se avolumam nas escadarias da instituição. A assessoria do deputado registrou o momento em que uma cruzeirense amamentava a filha, enquanto esperava por atendimento. 80 atendimentos são realizados diariamente. Segundo o defensor Celso Araújo, muita gente retorna sem atendimento todos os dias.

- Pelo que estamos observando no interior do Estado, a Defensoria Pública pede socorro. Vamos manifestar essa preocupação na Aleac, nos somar ao esforço da Comissão dos Direitos Humanos, do advogado Valdir Perazzo e fazer coro no sentido de providências – garantiu Rocha.

Deve ser votado hoje, o requerimento que solicita audiências públicas nos municípios do Acre para a verificação in loco da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Acre, da situação precária que se encontra a Defensoria Pública. O pedido foi feito pelo defensor Valdir Perazzo. 


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