terça-feira, 24 de setembro de 2013

Morhan completa 31 anos de apoio aos hansenianos no Acre

No dia 21 de setembro de 1982, Francisco Vieira Nunes, o Bacurau, fundou o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase no Acre (Morhan). A entidade que já existia em âmbito nacional chegou então ao estado com um desafio gigantesco: resgatar a dignidade dos portadores de hanseníase. E hoje, 31 anos depois, o Morhan se reúne para homenagear seu fundador e comemorar as conquistas para pessoas tão necessitadas.

Por isso, o Teatro Plácido de Castro esteve lotado na manhã desta terça-feira, 24, de pessoas que fizeram parte desta história e desejavam comemorar o aniversário de uma luta incansável que trouxe tantos resultados sociais positivos. O Morhan nasceu com o objetivo de reintegrar os hansenianos e, principalmente, combater o preconceito que vitimou tantos doentes.
Representando o governador Tião Viana, a primeira-dama Marlúcia Cândida disse que, “o Tião Viana tem vocês no coração. Ele sempre lutou para que os hansenianos tivessem um tratamento digno, primeiro como médico e agora como político. Viver o preconceito como vocês, só os negros escravizados. Mas vocês acreditaram na palavra amor e agora chegaram onde estão”.
Em suas mais de três décadas de existência, o Morhan no Acre conseguiu grandes feitos. Entre eles o fim do isolamento para os doentes que eram retirados da família, melhor apoio médico e, primeiro, uma pensão vitalícia do governo do estado para em seguida, através de um projeto de lei do então senador Tião Viana, o presidente Lula sancionar uma pensão vitalícia para os hansenianos que tanto sofreram nos anos 80.
O coordenador do Morhan no Acre, Elson Dias, fez questão de agradecer nome por nome aqueles que tiveram tanta importância nestas conquistas. “Bacurau em uma de suas canções dizia que não falávamos com nossas bocas, e não andávamos com nossas pernas. Hoje falamos com nossas bocas e andamos com nossas pernas. Tudo por causa desse movimento, que lutou pela vida das pessoas”.
Aliás, o amor ainda é o melhor remédio para todos os males do mundo desde que seja traduzido em trabalho, em humildade, em ética, em compromisso, em justiça... A hanseníase também se cura com amor. Com muito amor
Francisco Vieira Nunes, o Bacurau

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