quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Trabalhadores Rurais ameaçam fechar BR364 por tempo indeterminado

Tendo em vista uma liminar de reintegração de posse, mais de 200 familias de trabalhadores rurais que ocupam o ramal do cacau ameaçam fechar a BR 364 sentido Sena Madureira por tempo indeterminado, caso as autoridades não encontrem uma solução pacifica para o conflito na região. Na ultima quinta um grande numeros de trabalhadores lotaram a Assenbleia Legislativa em busca de apoio de deputados que prometeram também articular uma solução junto aos orgãos competentes.

Trata-se de uma ocupação na localidade, ramal do cacau, estrada de Sena Madureira km 86, antes da ponte do Antimari, Bujarí – AC. Ocorre que desde o ano passado, o referido ramal foi ocupado por um grande número de pessoas, aproximadamente 210 famílias, segundo levantamento feito pela própria associação de trabalhadores extrativistas do ramal. Ramal esse, localizado aos fundos da “Fazenda Canary, com área de 15.765,6.343 hectares, que o proprietário diz também ser o dono da localidade em conflito, uma área de aproximadamente 5.017.000 hectares, que no início do corrente ano ingressou com um pedido de manutenção de posse, com liminar, na justiça cível do município de Bujarí. Processo: 0700082-39.2012.8.01.0010 TJAC – Bujari – AC. O pedido de liminar foi concedido pela justiça em desfavor dos ocupantes da localidade, que recorreram da decisão, e entraram com um agravo de instrumento através de sua advogada Dr. Claudia Patrícia, no Tribunal de Justiça do Acre, onde a Desembargadora Valdirene observando os fatos, entendeu que a área se tratava de terras devolutas da união, decidiu por suspender a liminar, mantendo os ocupantes na referida localidade. Agora no último dia 12 deste mês, foi realizada uma nova audiência no fórum do município de Bujarí – AC, com as partes interessadas, além do Sindicato de Trabalhadores Rurais, INCRA, ITERACRE, o juiz imediatamente na mesma audiência, decidiu por acatar um novo pedido de andamento de desocupação, feito pelo advogado do fazendeiro, revigorando de novo a liminar.

01. O INCRA diz também ser o dono da área em questão, que segundo o próprio superintendente do órgão senhor Idesio Luis , disse já ter comunicado formalmente ao fazendeiro para que devolva a parte que corresponde cerca de 5.017.000 hectares, da união.

02. Que a associação dos trabalhadores extrativista do ramal diz que a referida decisão da justiça do município de Bujari, não observou outros fatos importantes existentes do ramal, como por exemplo uma Escola Pública Municipal com cerca de 25 a 30 alunos que poderão ter o ano letivo prejudicado devido a medida imposta.

03. Associação de trabalhadores extrativistas do ramal também observa a questão dos muitos investimentos feitos pelas mais de 200 famílias residentes no ramal, no que diz respeito a Plantações, Construção de Moradias, além de serviços de saúde realizado por agentes do posto da localidade.

04. Associação de trabalhadores extrativistas do ramal também alerta para o manejo de madeira feito na localidade, atividade essa realizada pelo fazendeiro dentro da área que corresponde as 5.017.000 hectares da união. Que devido a esse fato o fazendeiro que mora no Mato Grosso, através de seus advogados que também não são daqui, não tem interesse na devolução das terras para união, como também na permanência de moradores no ramal.





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