quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Funcionários denunciam que preso que morreu na Defla, foi espancado pela polícia, diz o portal contil net noticias.

Orlair da Silva Cavalcante, 21 anos, preso e mantido na Delegacia de Flagrantes (Defla), foi a óbito, em circunstâncias não esclarecidas na tarde desta quarta-feira (06) depois de ser severamente machucado, em circunstâncias que aparentam ser tortura. O preso que morreu em uma das celas da Defla estava com hematomas, machucado na cabeça e um olho roxo.

As imagens do jovem com hematomas e ainda vivo, com a cabeça ensanguentada e enfaixada, circulou pelas redes sociais. A foto teria sido tirada após atendimento no Pronto Socorro de Rio Branco. Minutos depois foi anunciada a morte do jovem.

Segundo informações de pessoas ligadas à própria polícia que trabalham na parte terceirizada do serviço, e que temem se identificar, Olair apanhou de policiais e já bastante machucado foi levado ao hospital. Tão logo foi liberado e ainda muito debilitado foi reconduzido a Defla onde veio a falecer no momento em que era atendido pela unidade de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). “ Ele já chegou em estado lamentável. Houve o silencio conivente de quem entregou e de quem recebeu o preso, se ele não tivesse morrido teria ficado por isso mesmo. Disseram que ele resistiu a prisão e xingou policial. Ele mal falava”, declarou.

A reportagem da ContilNet Noticias entrou em contato com a secretaria de Policia Civil e foi atendida, por telefone, pelo assessor de imprensa Pedro Paulo que confirmou a morte do preso sob custodia do Estado e limitou-se a dizer que emitiriam nota sobre o assunto.

Em uma nota confusa com relação a cronologia dos fatos, a nota assinada pelo secretario de policia civil e corregedor geral de Policia, dizia que o preso caiu de cima de um telhado de uma residência que tentava furtar e que foi entregue pelos Policiais Militares na Defla já machucado, que o preso foi atendido no hospital e reencaminhado a delegacia onde morreu.
“Ao constatar o evento, o coordenador da Defla, prontamente abriu inquérito policial para apurar os fatos”, dizia trecho da nota.


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