terça-feira, 24 de março de 2015

Juíza de direito culpa governo por superlotação nas cadeias do estado.

A juíza da vara de execuções penais, Luana Campos, culpa o governo do estado pela superlotação nas cadeias de Rio Branco e aponta três alternativas que já deveriam estar em prática para amenizar o problema.
Luana Campos informou que há três anos o pavilhão A do presídio Francisco de Oliveira Conde está sendo reformado, e descobriu que, nos últimos meses, a obra parou. A construção do presídio feminino também está parada. “Se ficassem prontas era só fazer a transferência das mulheres que se ganharia vagas suficientes para acabar com o problema da superlotação nas delegacias”, disse.

A juíza apontou ainda que o presídio de Senador Guiomard tem quase 300 vagas. A Justiça só não está enviando os presos para a unidade porque não tem médico e agentes suficientes para a segurança.
“Outro problema é a estrutura frágil do complexo que permite a fuga de presos com muita facilidade. É só o governo melhorar essas estruturas e vamos conseguir manter as delegacias vazias”, completou.
A magistrada falou também sobre o projeto do governo de construir presídios com a parceria público-privada. O problema é que até que se implante esse sistema vai demorar muito.

É preciso fazer vários estudos de viabilidade para que o sistema seja modificado. “Até que essas mudanças sejam concretizadas ainda vai se passar muito tempo. É preciso buscar alternativas agora para abrir vagas nos presídios”, salientou.

Outra medida que vai demorar a ser aplicada é a antecipação da progressão de regime. No mês passado, foram retirados 123 detentos do regime fechado para o semiaberto. 25 presos aproveitaram o benefício e fugiram.
Atualmente, os pavilhões do regime fechado do presídio Francisco de Oliveira Conde têm 1.158 presos, quando só poderia ter 340. É quase quatro vezes mais que a capacidade.

Enquanto isso, nas delegacias, os agentes de polícia vão enfrentando dias de terror. Na noite dessa segunda-feira (23), três presos foram flagrados abrindo um enorme buraco na cela onde estão presos na delegacia da 1ª Regional.
A superlotação nas celas das delegacias se tornou um problema para os policiais, que precisam ficar de olho nos detentos para evitar fugas. Todos os dias uma cela é destruída.
As vagas abertas diariamente no presídio de Rio Branco não são suficientes para esvaziar as delegacias.



www.agazeta.net

Nenhum comentário: