segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

GRUPO DE PESSOAS DENUNCIAM TRUCULÊNCIA DE MILITARES DA FORÇA NACIONAL EM ESTRADAS DO ACRE.

Um grupo de músicos de Brasília (DF), que está no Acre realizando apresentações denunciou, neste sábado, 16, atos de “truculência” e “discriminação” que teriam sido praticados por militares da Força Nacional de Segurança (FNS) que prestam serviços no entroncamento do município de Xapuri (AC), às margens da BR-317.


O músicos seguiam, na quinta-feira, 14, de Brasiléia (AC), cidade que fazfronteira com a Bolívia, para a capital do estado, Rio Branco (AC), contudo, após se distanciarem do outro carro que os acompanhavam, decidiram reduzir a velocidade nas proximidades da barreira policial, fazendo com que fossem abordados pelos agentes de segurança.


“Eles [os policiais] se quer olharam para os documentos. Eles só pediram para os outros músicos que estavam com a gente saírem do carro imediatamente. O policial estava com uma violência psicológica muito grande. O cara puxou meu o cabelo para trás. Ele abordou os meninos e puxou os braços para trás, e bateu no corpo deles”, denuncia o doutor em Ciências Sociais, Wander Silva.


De acordo com a aposentada Jaciva Dourado, de 62 anos, que presenciou o fato, o momento foi de muita tensão, o que para ela pode ter ocorrido por “discriminação”, já que um dos integrantes do veículo era negro, e os demais, igualmente, possuíam um estilo de vestes característicos dos fazedores do rock.
“Pediram que meu cunhado encostasse, e assim fizemos. Eu percebi que eles estavam agindo com muita estupidez. Pediram para já sair com a mão na cabeça. Eu falei o que eu podia falar. Eu vi que eles estavam julgando os meninos pela aparência. Aí eu disse: ‘eles estão com a gente. Eles tem esse estilo porque fazem parte de uma banda de rock.’, disse a mulher.


A aposentada também relatou que ficou muito mal com o episódio. “Senti muita dor de cabeça. Quase que eu não conseguia falar de tanto nervosismo. Foi uma cena que não sai da minha cabeça. Quando eu olhei para trás, percebi que o policial estava batendo forte nas pernas do rapaz. Aquilo se faz com quem é bandido perigoso, e olhe lá. Mas julgar as pessoas assim, fazer esse pré-julgamento, não”, completa a mulher.


Segundo o professor da Universidade de Brasília (UNB), “a ideia foi de não reagir, nem argumentar. Vamos registrar uma reclamação junto ao Ministério da Justiça, à Secretaria Nacional de Segurança Pública, pessoalmente, em Brasília, assim que retornarmos”, finaliza Wander.

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