segunda-feira, 14 de novembro de 2016

No AC, menina de 6 anos morre ao ser atropelada e família denuncia Saúde

Lais Alves Silvino morreu na noite deste sábado (12), no Jordão. Boletim foi registrado na PM; TFD não teria mandado avião para pegar Lais.






A pequena Lais Alves Silvino da Silva, de 6 anos, morreu após ser atropelada por uma motocicleta, na tarde deste sábado (12), na rua Francisco Dias no município do Jordão, interior do Acre.
O comandante da Polícia Militar na cidade, Raimundo Fortunato, afirmou que a família da menina registrou um boletim de ocorrência contra o Estado, pois o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) teria se recusado a enviar um avião para levar a criança até Rio Branco.
Ao G1, o gerente-geral do TFD no Acre, Kennedy Moreira, informou que não tinha ciência sobre o caso e que não poderia dar informações.
A reportagem também entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio da assessoria de imprensa, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno. 
O acidente ocorreu por volta das 15h. De acordo com o comandante, a motocicleta seguia sentido centro/bairro, quando a criança saiu de trás de um caminhão para atravessar a rua. Ao ver a menina, o motociclista não teve tempo de parar. Lais foi socorrida e levada para o hospital da cidade.
Fortunato afirma que foi solicitado o TFD para fazer o transporte da criança para a capital acreana, Rio Branco, mas às 17h, a família foi informada de que não seria possível enviar o avião para buscar Lais por conta do horário e que tentassem pela manhã deste domingo (13).
Como em Jordão só é possível fazer o deslocamento para a capital por meio aéreo, Lais não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 21h no hospital da cidade, antes de conseguir ser transferida para Rio Branco.
"Foi feito toda uma mobilização para a questão do TFD liberar um avião para buscar essa criança, porque precisava ir para Rio Branco, já que o Jordão não disponibiliza de material suficiente para entubar e fazer outros atendimentos. Mas, por conta do horário disseram que não dava mais. No hospital do Jordão, foram feitos todos os procedimentos que poderiam ser feitos aqui", diz o comandante.


G1/AC

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