sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Subtenente mata sargento com tiros nas costas dentro do Comando Geral da Policia Militar do Acre




Um subtenente da Polícia Militar matou o colega de farda na tarde desta quinta-feira (24) dentro do Comando da Polícia Militar do Acre. O motivo do homicídio, segundo a Assessoria da PM, teria sido motivo banal, mas não informou maiores detalhes. Os dois estavam à serviço no momento do crime. Uma nota será divulgada pelo comando nas próximas horas.

Segundo informações preliminares, o subtenente Adelmo matou com um tiro o sargento identificado como Paulo Andrade.
Uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada, mas a vítima já estava morta.

Comandante-geral da PM diz subtenente pode ser expulso da corporação

O comandante-geral da Polícia Militar do Acre, Júlio César se pronunciou sobre o homicídio registrado na noite desta quinta-feira (24) dentro das dependências do quartel, onde um subtenente matou um sargento a tiros.
O sargento Paulo Andrade, de 44 anos, foi morto com um tiro nas costas. Segundo o comandante-geral, o sargento e subtenente discutiram após o sargento chamar a atenção do subtenente José Adelmo Alves dos Santos, de 49 anos, por suposto atraso no horário de serviço.
“O subtenente Adelmo foi chamado atenção na falta de serviço e reagiu de forma desproporcional disparando contra o sargento Paulo Andrade. É um crime duramente militar. Todas as providências foram tomadas, o local foi isolado e o subtenente foi detido. Ele encontra-se em uma unidade militar à disposição da justiça”, disse o comandante-geral.
O comandante comentou ainda que situação igual a esta ocorreu em 1996 quando um policial disparou contra um colega dentro do quartel. Ele acrescentou também que o autor do disparo pode ser expulso da corporação e pode pegar 30 anos de prisão.
O sargento Paulo Andrade tinha mais de 20 anos no exercício militar. Já o subtenente Adelmo tem mais de 30 anos na profissão militar. Ele era da reserva militar, mas havia sido convocado recentemente para reforçar a segurança na capital após a onda de ataques por parte de facções criminosas que ocorreu no segundo semestre deste ano em cidades do estado. Ele, até então, fazia segurança na Organização das Centrais de Atendimento (OCA), na área central de Rio Branco. Todos os exames psicológicos e físicos antes de retornar da reserva indicaram boas condições em Adelmo, segundo Julio Cesar.
Uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada, mas a vítima já estava morta.

ac24horas

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